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Crítica Colossal (2016)

Não é uma colossal obra de arte, mas é assistível.

SEM SPOILERS!

Colossal inicialmente conta a história de Gloria (Anne Hathaway), uma mulher baladeira e com um sério problema de alcoolismo. Quando suas atitudes “infantis” começam a atrapalhar seu relacionamento com seu namorado Tim (Dan Stevens), ele a expulsa de casa.

Sem emprego, dinheiro ou lugar para ficar em Nova Iorque, Gloria volta para sua cidade natal a procura de um recomeço e decide morar na antiga casa dos seus pais. Lá ela se reencontra com Oscar (Jason Sudeikis), um amigo da época de escola.

Enquanto isso, no outro lado do mundo, na cidade de Seul na Coreia do Sul, um kaiju (monstro gigante) aparece do nada. Esse monstro acaba destruindo algumas paradas e desaparece. A noticia do acontecimento se espalha e causa pânico no mundo todo. Vai e volta acontecimentos e Gloria percebi ao ver as filmagens do kaiju, que ele sempre imita os movimentos dela.

Hi. She’s the monster and I’m the robot.

Você deve ter percebido que a premissa é meio louca. Pois é, louca nem chega próximo da definição! O filme faz de tudo para ser original e em certas partes até consegui isso.

O longa é feito com o intuito de ser uma comédia dramática de ficção científica, mas isso me irrita um pouco e aqui esta o por que:

  1. Não há quase nada de comédia.
  2. Obviamente eu não vou dizer que não deveria ser um filme de ficção científica por que afinal é sobre uma mulher que controla um monstro gigante. Mas na minha opinião, um filme de ficção científica em algum momento precisa explicar a razão pelo qual aquilo esta acontecendo. Há uma história por trás que tenta explicar tudo, mas ela é muito rala … É meio que o final de Lost onde a séria acaba, as paradas ficam mal explicadas. Parece que o diretor ficou cansado e meio que desistiu de encaixar as peças.
  3. É um filme realmente dramático e pesado em algumas partes devido aos tópicos sobre o qual o filme toca, como alcoolismo e abuso.

Com isso tudo dito, acho que o filme seria melhor classificado como um drama. Sim, tem elementos de ficção científica mas a falta de explicação não me permite chamar ele de sci-fi.

I got really melodramatic, didn’t I?

Vou ser sincero aqui e dizer que não sou fã da Anne Hathaway, mas a atuação dela nesse filme ficou bem aceitável. Assumi também que devido ao Jason Sudeikis estar no filme, ele seria o alívio cômico do filme, mas como eu falei anteriormente, eu não encontrei nada de engraçado no filme, com exceção de uma única cena, que por sinal aparece no trailer.

É séria isso, que assistir o trailer provavelmente vai se sentir muito enganado no filme. As musicas, a ordem das cenas, tudo parece que da pra uma boa comédia, mas cuidado pois o filme é muito mais melodramático, do que engraçado.

E o nosso veredito é …

NOTA: 5/10

O longa não é uma obra de arte, mas da pra assistir. Tem um enredo diferente mas um pouco mal explicado. Conta com boas atuações e uns CGs legais.

Sabe aquele cara que no grupo de amigos sempre reclama e é escrotamente sarcástico? Então, como diria o Roberto Carlos, esse cara sou eu, e por alguma razão inexplicável as pessoas gostam de mim. Mas os seres humanos nunca fizeram sentido pra mim, então como diria o outro Roberto Carlos, bola pra frente.
Published inCINEMA