Ghost in the Shell

Ghost in the Shell tem o único color-washing que o politicamente correto não aceita.

COM SPOILERS!

Primeiramente, por que esta mania estúpida de mudar o nome de filme adicionando mais coisas a ele? Não poderia chamar só Ghost in the Shell, ou então Fantasma na Concha? Tinha mesmo que ter “A vigilante do amanhã”?

Esse filme ofendeu praticamente todo mundo por que ele fez uso do único color-washing que as pessoas consideram ofensivo: a troca de qualquer etnia ou raça por alguém caucasiano. Sabe quando eu sempre reclamo que tal personagem originalmente não é negro, ou asiático, ou mulher? Então, tem pessoa que lê isso e fala “Nossa, você é racista homofóbico opressor!”.

A realidade não é essa. Todos que leem as minhas criticas já devem estar a par que o importante pra mim é e sempre foi fidelidade ao source-material. Mas agora como o color-washing é sobre asiáticos que foram transformados em caucasianos “oh meu Deus”. O mundo entrou em crise e agora é aceitável fazer esse tipo de crítica. Não é assim. Color-washing é uma bosta independente com quem seja.

I am Major and I give my consent.

Bom, vamos a premissa do filme.

Ele se passa em algum lugar que nunca é mencionado, no século 21. A personagem principal é a Major Mira Killian (Scarlett Johansson), uma garota que morreu em um ataque terrorista. Como sua mente estava intacta mesmo após a morte de seu corpo, ela foi selecionada para participar de um experimento que colocava a mente humana dentro de um robô (conhecido como Shell).

Após o sucesso do experimento, Major é colocada na Seção 9 (um grupo antiterrorismo). Dentro do grupo, ela é acompanhada por seu parceiro de missões Batou (Pilou Asbæk) e seu chefe Aramaki (Takeshi Kitano). O filme se passa durante a missão de caça a um cyber-terrorista conhecido como Kuze (Michael Pitt).

They did not save your life. They stole it.

Eu sugiro esse filme para qualquer um que não tenha assistido o anime ou lido os mangas e para quem é fã de Blade Runner. O filme trás uma nostalgia muito bacana devido as paisagens da cidade e ao tema dos robôs. Mas se você é fã do anime e/ou mangá ou acha Blade Runner chato, evite este filme a todo custo!

Como o longa não menciona onde se passa a história, eu estou assumindo que é no Japão. Um Japão onde 70% da população é branca, 25% da população é negra e 5% da população é realmente asiática. Ah! E lá eles falam inglês 99% do tempo. Parece estranho, né?

Diferenças do filme vs anime
  • Todos são asiáticos no anime e quase ninguém é asiático no filme;
  • Mira Killian não existe no anime e a parte das memórias falsas também não. O nome dela sempre foi Motoko Kusanagi, mesmo após a morte de seu corpo.
  • Não existe gueixa alguma no anime;
  • Hanka Robotics não existe no anime, somente as Seções;
  • Han Togusa (Chin Han) tem uma participação bem maior no anime;
  • No filme o vilão se chama Kuze mas no anime ele é conhecido como Mestre dos Fantoches;
  • Somente a Major está na batalha contra o Tanque Aranha;
  • Kuze não esta atrás da Major apenas porque eles eram amantes antes dos experimentos, mas sim porque ele quer se fundir a ela. No final do anime eles se fundem mas no filme não.
E o nosso veredito é …

NOTA: 6/10

O filme conta com um visual deslumbrante. As musicas do filme também são muito boas. Como dito anteriormente, para fãs de Blade Runner e Sci-Fi, esse filme é muito bom. Para fãs do anime/manga, nem tanto.

Criadora do Yada Yada, produtora de conteúdo, youtuber, podcaster. Fã do mundo do entretenimento nerd desde adolescente, tem como hobbies os filmes, seriados, livros e jogos. Sempre perde a cabeça com as promoções da Steam e é especialista em ficar pistola a qualquer momento do dia.